terça-feira, 16 de junho de 2009

Together Again

Seria diferente se pudesse perguntar-te porquê? Se pudesse falar contigo uma última vez, como fazíamos antes, tu a conduzir e eu sentada ao teu lado, a passear por qualquer lugar, faria alguma diferença? Se pudesses dar-me uma razão, uma boa razão, não a que me deixaste, seria mais fácil?
Não mudaria nada, continuarias a não estar aqui, nada neste mundo te pode trazer de volta. Já passou tanto tempo, tanto tempo que parece impossível ter vivido todo este tempo sem ti, e ao longo do tempo aprendi a lembrar-me apenas das coisas boas e a esquecer as coisas más. Ainda dói quando aperta a saudade, nos momentos de adversidade em que precisava de ouvir a tua voz serena, sempre serena para mim. Suspeito que vai doer sempre um bocadinho e que de vez em quando vai rebolar uma lágrima pela minha face, mas não faz mal. Não faz mal, porque essa dor significa que te tive e que vou ter-te sempre.
Estejas onde estiveres, descansa, já te perdoei há muito tempo e tenho a certeza que os demais também o fizeram.
Amo-te muito, Pai.

"As on Earth, in Heaven we will be together." Someday.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Bonança

Recuso-me a desistir por tua causa. Recuso-me a mudar. Nunca odiei ninguém e não é agora que vou começar. Não vou amar de forma diferente, não vou deixar de me dar completamente, não posso. Não posso deixar de ser quem sou por tua causa, não por tua causa... Porque tu não és ninguém.
Vou ser capaz de guardar com ternura tudo o que se passou, guardar-te como um sonho que tive e que não se realizou, porque eu merecia mais. Vou ser capaz de fazer isso e de continuar a ser quem sou porque sou melhor e porque mereço mais. Vou ser capaz de olhar para o que tenho agora e ficar grata por haver pessoas que nunca se vão embora, que ficam e lutam, que amam. Vou ser capaz de sonhar outra vez, de ver um futuro melhor, como o que vejo agora, mesmo à frente dos meus olhos.
Depois da tempestade vem a bonança. E quanto maior for a tempestade, melhor será o que se segue. Ainda não sei bem isso, mas o que tenho agora, um futuro com um pedaço de passado, é o melhor que podia ter. Precisava de viver o que vivi para chegar até aqui, e sabe mesmo bem estar aqui, deitada ao teu lado, a ouvir a chuva cair lá fora.

sábado, 23 de maio de 2009


No, I don't love you anymore, I don't miss you. I'm just grieving, a dream died.
I don't want to see you anymore, I don't want to kiss you, your lips are poisoned. I don't want you to hold me, your embrace would suffocate me. I don't want to look into your eyes anymore, they would turn me into stone. I don't want to feel the touch of your skin, the mere tought of it disgusts me, I think I would die if you touched me.
So, if people ask me, no, I don't love you anymore. I'm just grieving, a dream died. But another dream was born from the ashes, like a phoenix rising to a new life.
(Photo by me @ Quinta da Regaleira, Sintra)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Delete


Que se eliminem todos os Opel Astra da face da Terra, por favor. Todos os Opel Astra, todos os calções e ténis rasgados, todos os cabelos rapados, todos os olhos azuis. Que deixe de se ouvir Heavy Metal, a guitarra do Santana, a Vanessa da Mata e até o David Fonseca. Que se destruam todas as televisões onde passarem os Simpsons e How I Met Your Mother. Que não se façam mais macacos de peluche. Que se esqueçam todas as receitas de tarte de maçã. Que deixem de existir comboios, autocarros ou qualquer tipo de transporte para o Parque das Nações. Que desapareça o Colombo e o Estádio da Luz. Que escondam a Estufa Fria para nunca mais ser encontrada. Que caia a ponte 25 de Abril.
Que mais ninguém dê a um filho esse nome biblíco. Que destruam todas as placas que levam a esse lugar. Que deixe de existir, pelo menos para mim, tudo o que se relaciona contigo. Talvez assim tenha um pouco de paz.

domingo, 26 de abril de 2009

Divagações de uma sonhadora


Acredito em fadas e em meninos que nunca crescem. Podem dizer-me que não existem, mas acredito neles. Acredito em feiticeiros e castelos encantados, em ogres e burros que se apaixonam por dragões, em ratinhos que sabem cozinhar e noutros ratinhos que salvam princesas, em peixinhos que atravessam o oceano inteiro e enfrentam tubarões e em muitas outras maravilhas.
Acreditar no impossível é acreditar que tudo é possível, que não existem fronteiras para o que podemos fazer, é saber que podemos concretizar todos os nossos sonhos, basta querer e acreditar. Num mundo de feiticeiros e castelos encantados os presumidamente mais fracos vencem os presumidamente mais fortes. Onde há ratinhos que salvam princesas há meninas comuns que são a princesa de alguém.
Os momentos piores da vida existem para conhecermos e sabermos disfrutar dos bons - se não provássemos o amargo não conhecíamos o doce. Todos os momentos bons valem a pena os maus, as batalhas perdidas, as adversidades de cada dia. É pelos momentos bons que continuo a acreditar em príncipes encantados, em finais felizes e em mundos cheios de fadas e de meninos que nunca crescem. E sei que se acreditar neles, e em mim, vou conseguir chegar a qualquer lugar.